segunda-feira, 11 de maio de 2009

Diga-me o que lês e te direi quem és.

A maioria das pessoas se expressa de acordo com o que lê. Se você é fã de História em Quadrinhos pode adotar uma narrativa entrecortada e descritiva. Quem lê muito Clarice Lispector adora umas frases curtas (eu!) e leitores de romances de aventura tem mania de descrever tudo à sua volta – se a imaginação está boa no dia não ouse perguntar como foi a ida à padaria!
Ah, ainda tem o pessoal acadêmico, na minha área tem uma penca. Quando eles começam a falar (ou discursar) me fazem voltar à época de provas de Teoria da Comunicação. A diferença é que os textos a gente pode reler e grifar, já as conversas... Bem, muitas vezes eu não entendo bulhufas, chego até a me esforçar, mas quando eu vi já estou em outro pensamento, não presto atenção.
Tem a galera da poesia, da Revista Nova, tchurminha da Literatura Espírita e os livros sobre mulheres que amam moda e são viciadas em sapatos. Reconheço o estilo só pelo jeito de falar. E claro: os de nenhuma leitura e a galerinha “só web”, os que acham bonito escrever “axo”.
Uma vez conheci um sujeito que era filho de dois filósofos e também se formou em Filosofia. Obviamente dava pra notar que o cara foi desmamado ao som de Sócrates e companhia. Comece a reparar o que seu colega lê apenas pelo o que fala. É um exercício gostoso pra imaginação.